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JOGOS EDUCATIVOS DIGITAIS COMO INSTRUMENTO METODOLOGICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Susany Garcia da Silva
Pedagoga com Habilitação em Administração Escolar e professora de Educação Infantil de uma escola da rede privada.
ISSN: 1809-3876
E-mail: susany@oi.com.br


RESUMO
A utilização de jogos educativos digitais nas instituições de ensino como um recurso didático está cada vez mais presente, especialmente em salas de aula da Educação Infantil. O uso de tecnologias de informação e comunicação nesse campo pode trazer benefícios para o ensino e aprendizagem, sendo ainda uma atração desafiante para crianças nessa etapa, apontando possibilidades de ser um rico instrumento para a construção do conhecimento. O presente artigo propõe demonstrar os benefícios dos jogos educativos digitais de autoria multimídia como instrumento metodológico para Educação Infantil, no processo ensino-aprendizagem, tendo sido precedida de contatos com alunos em sala de aula, observando seu comportamento diante do computador. Com a análise dos dados observados concluiu-se que o uso dessa prática vem promovendo melhoras no aprendizado das crianças e nas suas relações sociais de um modo geral.
Palavras-chave: Jogos Educativos Digitais. Educação Infantil. Recurso Pedagógico.
Hoje, não seria possível viver sem computadores ou sistemas informatizados, um bom exemplo disso são os jogos de videogames, que já ocupavam espaço na vida das crianças. Se antes os jogos eram vistos pelos pais como algo nocivo para os seus filhos, hoje, a pedagogia moderna pode demonstrar uma série de maneiras de incluí-los no processo ensino-aprendizagem, transformando o ato de jogar em ato de aprender e ensinar, construindo os objetivos necessários para se alcançar a aprendizagem. Será que esses jogos podem desenvolver conhecimentos e habilidades, e se bem explorados contribuem para a melhoria do ensino e garantem satisfatoriamente a permanência do aluno na escola? “[...] os videogames, sendo o primeiro exemplo de tecnologia de computação aplicada à fabricação de brinquedos, foram, sem dúvida a porta de entrada das crianças para o mundo da informática”. (PAPERT, 1994. p. 12).
Observa-se que a maior parte do tempo na infância é dedicada ao jogo, a criança se dedica a essa atividade como uma necessidade fundamental na sua vida. De acordo com a pedagogia esse fato possibilita o equilíbrio entre o mundo externo e o interno, canalizando sua energia e transformando suas ansiedades em prazer. A psicologia confirma que o jogo ainda é a construção do conhecimento, principalmente, nos períodos sensório-motor e pré-operatório.

As crianças ficam mais motivadas a usar a inteligência, pois querem jogar bem; sendo assim, esforçam-se para superar obstáculos, tanto cognitivos quanto emocionais. Estando mais motivadas durante o jogo, ficam também mais ativas mentalmente. (IDE, 2005, p. 96).
Com base nos estudos de Piaget, Papert (1994), grande idealizador da era digital no campo da educação afirma que agindo sobre os objetos, as crianças, desde pequenas estruturam seu espaço e seu tempo, desenvolvem noção de casualidade, chegando à representação e finalmente à lógica.
Já Lebovici e Deatkine (1985), concordam que o ato de jogar é uma atividade importante na vida da criança, que ela joga por diversão e também porque o jogo representa esforço e conquista.
No mercado digital surge cada vez mais uma gama de jogos educativos, eles estão associados à função lúdica e já é notória sua utilização em grande parte das instituições de ensino do Estado, sobretudo nas salas de aula da Educação Infantil. Pela sua potencialidade, é um acesso viável para estimular ou reforçar a inter-relação da criança com as pessoas, tanto em situações familiares como sociais.
Está também no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998) que a criança precisa brincar ter prazer e alegria para crescer. Precisa do jogo como forma de equilíbrio entre ela e o mundo, e através do lúdico ela se desenvolve.
A propósito, a partir das experiências adquiridas em sala de aula pode-se perceber que, ao longo de 6 anos lidando com crianças entre 3 a 6 anos, que os jogos pedagógicos efetivamente desenvolvem a atenção, a disciplina, o autocontrole, respeito a regras e habilidades perceptivas e motoras. Dependendo do tipo e de suas características, pode ser jogado de forma individual ou coletiva, mas sempre com a presença do professor para mediar o processo, observar e avaliar o nível de desenvolvimento das crianças, diagnosticando as dificuldades e intercorrências individuais.

Para serem utilizados com fins educacionais os jogos precisam ter objetivos de aprendizagem bem definidos e ensinar conteúdos das disciplinas aos usuários, ou então, promover o desenvolvimento de estratégias ou habilidades importantes para ampliar a capacidade cognitiva e intelectual dos alunos (GROS, s/d).

Os jogos digitais educativos tendem a potencializar os conceitos, fazer com que os conteúdos sejam visualizados de forma clara e desenvolver as habilidades naturais da criança; propiciam um ambiente de aprendizagem rico, complexo e emocionante. Daí justifica os elaboradores de jogos digitais denominá-los de micro mundos, justamente porque eles fornecem um mundo imaginário a ser explorado, no qual as crianças podem aprender da forma mais divertida possível.
Meio a essa fantasia e curiosidade, motivos que tornaram os jogos educativos digitais intrinsecamente motivadores, o professor deve fazer uma análise do conhecimento prévio dos seus alunos para selecionar convenientemente as atividades, a partir das informações colhidas anteriormente, o profissional deve respeitar o interesse da criança e trabalhar sua atividade espontânea, ouvindo as duvidas, formulando desafios à capacidade de adaptação infantil e acompanhar seu processo de construção do conhecimento.

[...] Os alunos trazem para a escola conhecimentos, idéias e intuições, construídos através das experiências que vivenciam em seu grupo sociocultural. Eles chegam à sala de aula com diferenciadas ferramentas básica para, por exemplo, classificar, ordenar, quantificar e medir. (BRASIL, 1998, p.30)

Além disso, há outro desafio a percorrer para que se possa alcançar o sucesso desejado no uso dos jogos digitais educativos, a dificuldade que a maioria dos professores tem para encontrar e selecionar um bom jogo, mesmo porque os educadores estão diante do desafio de educar crianças que convivem desde muito cedo com o mundo digital. De modo que é de fundamental importância que o jogo seja aplicado como recurso pedagógico, desde a educação infantil para a captação das mudanças e adaptações pela qual as escolas estão tendo que passar para receber crianças com um perfil diferente.
Como este estudo adquiriu um caráter demonstrativo, nossa perspectiva metodológica se encaminhou para pesquisa bibliográfica e com exemplificação de jogos educativos digitais de autoria multimídia e seus tipos específicos, sendo precedida de contatos com alunos em sala de aula, observando seu comportamento diante do computador. A experiência com os alunos e o contato com eles diariamente como professora, constituiu-se um meio de verificação válido para considerar que o uso de jogos educativos digitais em salas de aula vem promovendo melhoras no aprendizado das crianças e nas suas relações sociais de um modo geral.
A análise dos dados se procedeu mediante observação do comportamento dos alunos em contato com os jogos para a qual se levou em consideração o tempo gasto para a conclusão das tarefas executadas pelas crianças e a atenção delas para as demais atividades laborais propostas pelo professor, em uma determinada escola da Educação Infantil.
JOGOS EDUCATIVOS DIGITAIS
De uma forma geral, os jogos fazem parte da nossa vida desde os tempos mais remotos, estando presentes não só na infância, mas como em outros momentos. Podem ser ferramentas instrucionais eficientes, pois eles divertem enquanto motivam, facilitam o aprendizado e aumentam a capacidade de detenção do que foi ensinado, exercitando as funções mentais e intelectuais da criança na educação infantil.
Os jogos, também permitem o reconhecimento e o entendimento de regras, a identificação de determinados contextos das quais estão sendo utilizadas e o estabelecimento de novas situações para a modificação dessas regras. Jogar é participar do mundo de faz de conta, dispor-se às incertezas e enfrentar desafios em busca de entretenimento. Através do jogo se revelam a autonomia, criatividade, originalidade e a possibilidade de simular e experimentar situações perigosas e proibidas no nosso cotidiano.
Para serem utilizados com fins educacionais os jogos precisam ter objetivos de aprendizagem bem definidos e ensinar conteúdos das disciplinas aos usuários, ou então, promover o desenvolvimento de estratégias ou habilidades importantes para ampliar a capacidade cognitiva e intelectual dos alunos.
Os jogos educativos digitais possibilitam ao aluno uma aprendizagem de forma mais atraente do que as práticas pedagógicas tradicionais, uma vez que acontece de forma lúdica. Com o jogo as crianças aprendem a trabalhar em equipe e interagir de maneira mais efetiva. Além disso, devido à constante interação por parte da criança o conhecimento é adquirido de maneira mais autônoma.
Muitos pais não adotam o jogo como uma prática viável para os seus filhos, o considera até prejudicial, apesar de que seu olhar para o jogo no ambiente escolar tenha uma melhor aceitação, ainda há questionamento em torno deles. Begoña Gro (s/d), nesse mesmo contexto afirma claramente sobre causa e efeito dos jogos.

Contudo, esta visão causa-efeito (seja negativa ou positiva) não pode provar-se, pois os comportamentos humanos são muito mais complexos e a assimilação de um determinado filme, notícia ou videojogo, depende não só de características próprias de cada pessoa, mas sim, também, do contexto social em que se produz.

Existe uma variedade de sites de jogos digitais que podem ser utilizados como recursos pedagógicos, especialmente na educação infantil, com diversos tipos de jogos e objetivos diferenciados. Os jogos são de ação, aventura, lógicos, estratégicos, esportivos, entre outros. Nesses sites também apresentam modalidades de apetrechos tecnológicos para facilitar e tornar os jogos mais realistas, como lousas interativas, luvas e outros itens que proporcionam uma interação mais direta do jogador.
A lousa, que também é chamada de quadro digital interativo, é um recurso onde uma caneta magnética é tocada diretamente na tela dispensando o uso do mouse. Outro aparato são os óculos em 3D que dão mais realismo para o jogador no cenário do jogo, facilitando assim o processo cognitivo.
O professor deverá está sempre atento às novas tecnologias para suprir as demandas eventuais, no sentido eliminar as dificuldades que por ventura surgirem dos seus alunos na aplicação de qualquer tipo de jogo, em sala de aula.
Jogos de ação
Os jogos de ação podem auxiliar no desenvolvimento psicomotor da criança e concentração, desenvolvendo reflexos, coordenação olho-mão, auxiliando no processo de pensamento rápido frente a uma situação inesperada. No ponto de vista instrucional, o ideal é que o jogo alterne momentos de atividade cognitiva mais intensa com períodos de utilização de habilidades motoras. Essa prática educativa direciona a criança no aprimoramento seus reflexos e percepção viabilizando uma integração da teoria com a prática na ação pedagógica.
Jogos de aventura
Os jogos de aventura são aqueles que proporcionam ao jogador a sensação de estar em pleno cenário do jogo, também chamado de vivência virtual. Diferenciam-se pelo controle por parte da criança, do ambiente a ser descoberto. Pode auxiliar na simulação de atividades impossíveis de serem vivenciadas em sala de aula, tais como um desastre ecológico ou um experimento químico, ainda que a criança tenha uma percepção globalizada do fenômeno. Na opinião de uma parte da população os jogos virtuais são incentivadores da violência. A este respeito, Begoña Gro (s/d) comenta sobre os exemplos dessa modalidade de jogos:

Os exemplos são variados, mas todos apontam para um sistema de pensamento simples no qual, as crianças que jogam se encontram expostas à: violência, deficiente saúde, agressividade, isolamento, etc. Esta ideia "multiplica-se" rapidamente e o efeito é imediato: preocupação dos pais que vêm os seus filhos a jogar, luta dos educadores contra a perversidade dos meios.

Devido à complexidade da inter-relação, que envolve os aspectos afetivos e cognitivos da aprendizagem, o professor deve desenvolver com a criança uma relação de respeito mútuo, de afeto e de confiança que favoreça o desenvolvimento da sua autonomia. Um clima sócio-afetivo tranqüilo e encorajador, livre de tensões e imposições, é fundamental para que este aluno possa interagir de forma confiante com o meio, saciando sua curiosidade, descobrindo, inventando e construindo, enfim, seu conhecimento.
Jogos de lógica
Esse jogo pode ser utilizado para estimular o processo cognitivo coerente e tem como objetivo desafiar a mente do que os reflexos. Contudo, muitos jogos lógicos podem ser com cronômetro, oferecendo um limite de tempo dentro do qual o usuário deve finalizar a tarefa.

Jogos de Estratégia
Os jogos de estratégia se focalizam na astúcia e agilidades de interesses da criança, principalmente no que se refere à construção ou comando de algo. Esse tipo de jogo pode ajustar para uma simulação em que a criança aplica conhecimentos adquiridos em sala de aula, percebendo uma forma prática de aplicá-los no seu cotidiano, pois o jogo de estratégia requer que a criança gerencie um conjunto limitado de recursos para atingir um objetivo pré–definido.

Jogos de Memória
O jogo da memória permite à criança assimilar pouco a pouco cada fase do jogo, Dessa forma, gradativamente, a criança vai desenvolvendo suas habilidades de percepção e memória, brincando.
Os jogos, sob a ótica de crianças, se constituem na maneira mais divertida de aprender. Além disso, eles proporcionam a melhora da flexibilidade cognitiva, pois funcionam como uma ginástica mental, aumentando a rede de conexões neurais e alterando o fluxo sanguíneo no cérebro quando em estado de concentração.
Os jogos educacionais digitais se baseiam numa abordagem em que a criança aprende por si só, através da descoberta de relações e da interação com o jogo. Neste cenário, o professor tem o papel de orientador do processo, dando orientações e selecionando os jogos adequados que condizem com a sua prática pedagógica. Ele vai além do simples coletor de informações, ele precisa pesquisar selecionar, elaborar e confrontar visões, metodologias e os resultados esperados.

Em primeiro lugar, as crianças gostam do jogo porque ele é divertido, ou seja, atende à necessidade lúdica da criança de descobrir e aprender sobre o que lhe interessa. Outro motivo de preferência é a satisfação, que parece estar ligada a um processo de projeção: a criança vê-se como uma das personagens da narrativa. Assim, ela pode treinar e superar desafios, produzir algo personalizado, enviá-lo a outras pessoas pelo serviço de e-mail ou simplesmente imprimi-lo. Por fim, o jogo funciona como instrumento de socialização. (PACHECO, s/d).

A variedade de jogos educativos digitais torna-se mais fácil e rápido para o professor adequar ao seu planejamento de forma interdisciplinar dentro dos seus conteúdos e contribuindo para alcançar algumas competências cognitivas dos alunos da educação infantil. Pois o ambiente possibilita a integração facilitada dos diversos segmentos do currículo escolar, permitindo que sejam criados ambientes com interconexões bastante atrativas despertando o interesse das crianças.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Esse trabalho demonstra a importância dos jogos digitais educativos para a educação infantil, tendo em vista que essa prática é uma ferramenta que vem possibilitar maior interação dos alunos e troca de saberes. A aprendizagem que se adquire com o uso dos jogos, desperta um interesse maior da criança por desenvolver sua autonomia e participação mais efetiva no processo educativo.
Assim, com o crescimento da informática educativa, os jogos educacionais digitais se configuraram em uma ferramenta complementar na construção e fixação de conceitos desenvolvidos em sala de aula, bem como num recurso motivador tanto para o professor como para o aluno. A criança deve ser constantemente orientada no sentido de se tornar um ser criativo, independente e capaz de encontrar, por si própria, as respostas para suas indagações. É onde os jogos digitais educativos entram como suporte para auxiliar muito bem tanto o professor quanto o aluno para atingir esses objetivos.
Compreendida a importância desse recurso, podemos transformar as aulas um pouco mais divertidas e mais lúdicas, chamar mais a atenção das crianças para o conteúdo a ser explorado em sala de aula, além de diagnosticar as dificuldades individuais, facilitando uma mudança de estratégia para sanar algumas dificuldades adequadamente. Os jogos educacionais digitais podem promover um ambiente de aprendizagem atraente e gratificante, quando planejado de forma adequada para alcançar os seus objetivos, pois constituem num recurso poderoso de estímulo para o desenvolvimento integral da criança.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: para educação infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998.
GROS, Begoña. Os jogos digitais e a responsabilidade mediática. 2003. Disponível em:http://www.aprendaejoguecomaea.com. Acesso em 20 de abril de 2010.
IDE, Saha Marta. O jogo e o fracasso escolar. In: KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2005.
LEBOVICI, S.; DIATKINE, R. Significado e função do brinquedo na criança. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.
PACHECO, Elza Dias. Jogos digitais e Internet no cotidiano infantil. Disponível em: http://www.oei.es/noticias/spip.php?article800. Acesso em: 21 de março de 2007.
PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
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